As crônicas de narnia, de certeza que sim.
Na segunda feira, o senhor Albino ou Alípio ou Abílio ou lá o que é, que é um homem que dês de que aprendeu a falar nunca disse nada de jeito, estava irrequieto e com um semblante pesaroso.
Havia horas em que não sabia se profissionalizava a rentabilidade, ou rentabilizava o profissionalismo.
Dizem as más línguas, que estava a desenvolver uma espécie rara de demência seletiva por vontade própria, no entanto, o seu medico particular ter-lhe-ia dito se o tivesse visto algum dia, para por de lado assuntos relativos a profissionalismo e rentabilidade, pois tais assuntos o levariam a contrair uma espécie rara de demência seletiva de maneira intencional, sem que o próprio soubesse.
Nos dias de hoje já existem inúmeros livros sobre essa demência e métodos para diagnosticar a mesma, no entanto tanto os calhamaços quanto os exames não passam de folhas em branco, isto segundo os especialistas na matéria ou qualquer outra pessoa que os veja.
Essa demência é de extrema gravidade e ao mesmo tempo irrelevante para o portador, tudo com base no comportamento de quem faz o diagnostico, que é só uma pessoa no mundo, cujo paradeiro é inserto dês que aprendeu a falar.
Eu pessoalmente e sendo o mais honesto possível comigo mesmo, já estou farto deste assunto, bora mudar.
E lá está o Focinho, um cão cor de vaca ,deitado na cama com o cadeeiro aceso e óculos fundo de garrafa, a ler mais um livro.
No meio da cama está a Maria, coitada, deitada entre o marido bêbado e o cão.
O cão, alheio a tudo o que se passa na casa, lê hiper focado mais um best seller. O dono, no outro extremo da cama ressona tão alto que os moveis tremem pela casa, e a pobre Maria cansada e deitada no meio dos dois, pensa noite após noite em mil maneiras diferentes de por termo há vida.
O cão apesar de ser dotado dum intelecto invejável, só ladra, se falasse seria professor catedrático ou etc. O chefe da família gasta o salario todo que ganha na tasca, só vai para casa para comer, dormir, etc.
Posto isto, deduz-se brilhantemente que quem mantem a casa em ordem é a Maria, Maria essa que procrastina por ainda não ter encontrado uma forma digna de se livrar da vida que leva. Uma idiota que está todos os dias por volta das mesmas horas indecisa. Questiona-se relativamente a pormenores e possiblidades irrelevantes que visam uma só finalidade.
Por mim a Maria saltava da ponte mais próxima que se justificasse, o marido morria de cirrose hepática por ingestão de álcool gel, e o cão seria adotado por uma família decente. Mas como a vida não é um conto de fadas, até hoje continua tudo igual se não me engano. Eu pessoalmente, cria genuinamente que o cão se safasse no fim desta historia, mas isso é difícil pois sou eu que a escrevo.